Muita coisa pra contar, arrumei emprego novo, pedi as contas do velho, tive uma semana (!) de férias entre os dois, que aproveitei para visitar meus avós maternos. Eles moram em Santa Cruz da Conceição, apelidado carinhosamente de “a roça”. Por algumas razões imbecis que não vêm ao caso, eles moram em cidades minúsculas há quase dez anos, um bocado distante da gente. Primeiro era 800km de distância, agora eles decidiram vir para mais perto, ficando “só” a 350km.
Não é uma “oh, que viagem longa”, mas rola uma preguiça e 5 pedágios pra chegar, o que faz a gente ir bem pouco lá. E eu, como trabalhava de segunda a sábado, nunca conseguia ir conhecer o fim-de-mundo que eles moravam.
De acordo com o Censo de 2000, a cidade tem pouco mais de 3.500 habitantes. Tem terra vermelha. Tem a praça com a igreja e o coreto. Tem a sorveteria. É tenso. E engraçado, quando você é de fora. Porque não importa se você é bonita ou feia, básica ou estilosissima, você vai virar a atração da cidade.
Sem mentira nenhuma, sabe aqueles filmes americanos adolescentes em que a menina chega na cidade e todo mundo vai atrás dela? Isso acontece, DE VERDADE! E é mais engraçado ainda quando você está ouvindo “Are You Gonna Be My Girl”, do JET, no último volume, enquanto a única coisa que toca nas rádios interioranas é sertanejo. Faz bem pro ego, bem verdade!

Mas a nossa missão (minha e de mamãe), era achar uma roupa para a minha avó usar no casamento da minha irmã, já que agora meus pais só voltam para Sta. Cruz para buscá-los em novembro. Então passamos o sábado – sexta NADA do comércio abriu porque era feriado – fuçando Leme e Pirassununga, as cidades próximas com algum centro comercial decente procurando.
Lá em Leme encontramos uma tal de Sansara, loja de multi-marcas que estavam, sem razão aparente, liquidando TODAS as Melissas. Confesso, fiquei a-louca-da-melissa fazendo a mulher pegar um monte de modelos, apesar de que as que eu queria não tinham meu número… Acabei só ficando com uma Kali roxa, e minha mãe levou a vermelha (depois eu faço um post sobre como a minha mãe está cada vez mais se vestindo como eu!). Fiquei triste só por não conseguir levar a Melissa Ashia + Pequeno Príncipe. Então, se você é de Leme ou arredores, CORRE!
Ainda em Leme, fiquei extremamente revoltada com a sorveteria de lá. Primeiro porque, quando você vai numa sorveteria, você quer achar SABORES. Ou eu estou errada? Mas nãããão. A Chiquinho sorvetes resolveu que é uma ótima idéia fazer uma sorveteria TODA, eu disse T-O-D-A, baseada no sorvete do Mc Donalds. Sim, aquele de creme e/ou chocolate. Isso é tudo que se serve lá. Você pode por confeti, ou calda de sorvete, ou pedaço de fruta, ou granulado, mas é apenas e somente no sorvete de creme. Ou o de chocolate. Ou meio-a-meio. Me senti enganada!

Ainda passamos por umas lojas, mas nada de achar roupa de festa. Resolvemos tentar Pirassununga, que uma das lojas tinha a “matriz” lá. Super tranquilo de achar, a loja se chama Icaraí, e é bem legal porque você já veste a pessoa dos pés a cabeça, com os acessórios e tudo. Mega variedade de cor, tamanho… Depois de fazer a cabeça (dura) da minha avó, conseguimos vesti-la! Missão cumprida!
Pegamos a estrada hoje na hora do almoço, para tentar não pegar trânsito em São Paulo, já que chegaríamos lá no meio da final da copa, e foi, com certeza, a melhor parte da viagem. Fizemos parada em um posto da Graal que é todo decorado ao estilo anos 60, com jukebox, réplicas de carros, poster de filmes da época, como o A Hard Days Night e os do James Dean. Sem fotos, porque eu tava sonadissima demais e tremi todas /o/
E esse foi meu feriado. #meuqueridodiario
Melissa Ashia + O Pequeno Príncipe