Correndo o risco de transformar esse blog num obituário, eu pensei diversas vezes durante esses dias se eu devia postar ou não a respeito, mas no final das contas achei que seria bom apenas deixar registrado.
Uma das minhas tias-avós (eu tenho seis delas, lucky me) faleceu há dias atrás. E foi, de longe, a perda que mais me abalou, de todas que eu tive que lidar. Se não me falhe a memória, ela tinha já seus longos 84 anos, mas era talvez a pessoa mais saudável da minha família. Sem colesterol, hipertensão, osteoporose, nada disso.
Na verdade ela acordava todo santo dia as 5h30 da manhã para abrir a banca que ela mantinha na porta de casa. Ela tinha mais disposição que eu!
Ainda assim, ela foi encontrada morta em casa, por conta de uma varize que estourou. Simples assim. Ridículo assim.
Eu ainda estou chocada e meio perplexa com a persepção da fragilidade da vida. Minha cabeça continua dizendo ‘isso não aconteceu, é uma piada de mau gosto’, mas é só a vida seguindo seu curso. Get use to it.
